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NOVIDADES - O Brasil na luta pela redução das Lesões por Pressão

18Jan2017

Mude de lado e evite a pressão, esse é o lema da campanha criada pela Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) em alusão ao dia 17 de novembro, Dia Mundial de Prevenção de Lesões por Pressão, dedicado internacionalmente, para conscientização a respeito de medidas que evitem o aparecimento destas lesões nas pessoas em risco.

As lesões por pressão (LP) são lesões de pele, que muitas vezes acometem também tecidos mais profundos, causadas pela falha de perfusão sanguínea entre áreas de proeminência óssea e a superfície em que o paciente se encontra (colchão, cadeira…). Acontece normalmente em pacientes cadeirantes ou acamados, sobre áreas de proeminência óssea como região sacral (final da coluna), trocantéricas (lateral dos quadris) e calcanhares.

Dor, sangramento e infecção são algumas das consequências das LP, vale salientar que uma infecção destas lesões, se não tratada adequadamente, pode levar o paciente a morte. Além de todo o desconforto físico e limitações psicossociais causados por estas lesões, elas também oneram o custo do tratamento de saúde o para paciente, familiares e serviço de saúde.

A estratégia mais efetiva quando o assunto é LP é a aplicação de medidas de prevenção, são medidas de fácil aplicação e baixo custo e que reduzem o risco de aparecimento destas lesões. Entre as medidas de prevenção a principal é a mudança frequente na posição do paciente, para alternância dos pontos de pressão de contato com a superfície em que o paciente se encontra. Essa principal medida é a razão do nome da campanha “Mude de lado e evite a pressão”.

Além do reposicionamento, outras medidas precisam ser implementadas, como os exemplos apresentados:

  • Hidratação da pele;
  • Apoio das panturrilhas sobre um travesseiro, almofada ou coxim de forma que os calcanhares fiquem livres de contato com o colchão;
  • Preferência por cabeceira mais baixa quando o paciente estiver deitado (cabeceira alta aumenta a pressão na região sacral);
  • Observação de áreas da pele que fiquem em contato com dispositivos como cateteres e drenos;
  • Uso de colchões e almofadas especiais (colchão de ar dinâmico e almofadas de viscoelásticos são boas opções.