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NOVIDADES - Quedas de idosos - Mulheres, as maiores vítimas

18Jan2017

A educadora física Grace Angélica de Oliveira Gomes: melhorar a segurança do ambiente é o ideal. As mulheres, solteiros e viúvos de ambos os sexos, e com maior dependência de um cuidador nas atividades da vida diária. Este é o perfil das pessoas que mais sofrem quedas após os 60 anos na região de Campinas. Em pesquisa realizada pela educadora física Grace Angélica de Oliveira Gomes com 145 idosos atendidos pelo Ambulatório de Geriatria do Hospital das Clínicas da Unicamp, os pacientes com pior desempenho físico de equilíbrio, marcha e força muscular também compõem o perfil relacionado à queda, um dos eventos mais freqüentes na população desta faixa etária e que gera custos altíssimos para o governo.
O fato de serem as mulheres a apresentar mais episódios de quedas, segundo Grace, pode estar relacionado às maiores condições de fragilidade que elas possuem em relação aos homens. As mulheres também se expõem mais às atividades domésticas e há ainda a questão da perda de hormônios essenciais para a manutenção da massa muscular após a menopausa. “Os resultados não diferem da literatura mundial, que também apontam as mulheres com maior índice de quedas. São, na maioria das vezes, as que mais tomam medicamentos”, completa.
Poucos estudos brasileiros contemplam os fatores relacionados a quedas em idosos atendidos em centros ambulatoriais. “A partir do momento em que se define o perfil torna-se possível propor estratégias de atendimento e prevenção do problema na população mais velha”, esclarece a educadora física que teve a orientação da professora da Faculdade de Ciências Médicas Fernanda Aparecida Cintra. A educadora física lembra ainda que, após os 75 anos, a prevalência de quedas é muito grande e entre as conseqüências estão as fraturas que podem levar, inclusive, à morte.
A educadora física alerta a importância de se evitar após uma queda do idoso o ciclo de sedentarismo-dependência funcional por medo de cair novamente. A dependência de um cuidador em atividades cotidianas como fazer a higiene pessoal, tomar banho, vestir-se, caminhar e subir escadas pode piorar ainda mais o desempenho físico geral do idoso. “Na verdade, as causas e conseqüências das quedas se confundem muito. Mas a falta de exercícios, com certeza, gera um ciclo negativo de condições de fragilidade”, explica.
O movimento para o idoso é algo essencial e a tendência dos familiares quando da prevalência das quedas é eliminar muitas atividades da rotina dos idosos. “Isso é um erro. O que precisa ser feito é proporcionar uma atenção mais de perto e estimular a realização das atividades físicas, mesmo que de forma mais lenta, pois o importante é garantir a segurança do movimento. E, sem dúvida, melhorar a segurança do ambiente ao invés de restringir as práticas básicas e rotineiras”.